quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

The time has come to say goodbye...

Eu sempre sei a hora de dar tchau, então por que quando as pessoas se despedem de mim eu fico tão triste? Por que, mesmo sabendo que elas estão partindo, eu espero que voltem no último minuto revelando que mudaram de ideia, que vão ficar mais um pouco?
Por que eu quero que elas fiquem mais um pouco, pra começar?
Que medo é esse que me domina, que faz com que eu tema tanto me sentir só? Se no fim das contas eu sei, eu sinto, que serei deixada sozinha? Sozinha para pensar em todas as coisas que eu queria ter dito e não disse? Sozinha para desejar que as coisas não fossem tão complicadas? Sozinha para imaginar se na próxima conversa as coisas continuarão as mesmas? Sozinha para exorcizar meus próprios demônios, sozinha para a mente vagar em direção a outro tempo.
Eu queria saber deixar ir, mas essa coisa de "live and let live" não funciona muito bem comigo. Eu queria que a hora do adeus não doesse tanto, afinal todos irão se despedir no fim... Mas então por que eu espero sempre mais? Qual é o motivo dessa mania chata de querer prolongar os minutos em hora só pra jogar mais um pouco de conversa fora, querer trocar mais um sorriso tímido, um olhar profundo, que diz tudo?
Por que eu te quero de volta quando sei que a culpa do adeus foi minha? Por que eu te quero de volta se eu sei que tudo o que se tinha para dizer já foi dito?
Acho que sou sempre eu que dou o “adeus”, mas nem ao menos sei me despedir direito. Por que dar tchau é tão difícil?
Mas tudo bem vai lá, boa noite. Eu sei que você não vai sonhar comigo, mas eu vou estar aqui, sonhando contigo. Não é isso o que eu tenho feito, inclusive à luz do dia? Vou ficar aqui te esperando, até o dia em que o "adeus" vire um "até logo", mesmo que mais prolongado.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

... Just give me one more try;

Eu sei que você sempre odiou essa minha mania chata de colecionar coisas. Eu sei que você odiou aquele dia em que eu organizei sua gaveta de meias e o dia em que eu deixei seu closet alinhado por cores. Eu sei que você nunca foi capaz de entender como uma garota tão bagunçada tem uma mania tão aguçada de organização. Nem eu entendo, para falar a verdade.
Esses dias eu me lembrei de quando você me disse que certos olhos refletem a alma, mas que naquela noite os meus não refletiam nada. Me lembrei que você, quase gritando, disse que não aguentava mais minhas manias estranhas e que achava melhor dar um tempo. Me lembrei que ao invés de chorar, como as garotas de coração partido fazem, eu fui para casa e organizei meu armário e minha estante de livros.
E durante toda a organização eu pensei em você.
Porque é aí que está a questão que você não entendeu e nunca será capaz de entender: algo, em minha vida, precisa fazer sentido. E quando eu já não faço mais sentido, procuro organizar qualquer coisa que precise ser organizada, já que não posso - ou não consigo - fazer isso comigo mesma.
Você não entende que uma coisa tão quebrada, tão confusa, tão bagunçada por dentro, precisa arrumar o que quer que seja que exista por fora só para fingir que nada é desarrumado, quando o interior é tão abandonado e dolorido. Parece que o melhor jeito de curar as feridas é ignorar que elas estão ali, fingindo não mais as sentir.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

but I'm barely breathing;

Você sabe, meu amigo, um coração é como a bateria de um carro. Cheguei a essa conclusão depois de algumas análises críticas e pessoais.
Não prestei muita atenção nas minhas aulas de mecânica, assim como ignorei e matei algumas de biologia, mas o pouco que eu sei é que ambos são mecanismos muito complexos e quando não estão em perfeito funcionamento, desregulam todo o resto dos equipamentos.
Foi engraçado o que aconteceu em uma segunda feira de sol.
Ok, a verdade é que não foi nada engraçado.
O caso é que meu carro começou a ficar estranho, de repente. Começou a querer demorar um pouco para pegar e, às vezes, quando ligava, morria do nada. Uma vez, ou duas vezes seguidas. Mas o pior é que não parecia nada, parecia só algo rotineiro de um carro que já tinha certa idade e que, provavelmente, estava com o tanque não muito cheio.
Acontece que um dia, assim de repente, ele parou. Estava andando normalmente, estacionei por dez minutos e quando voltei para ligá-lo novamente... Quem disse que ele ligava? Tinha morrido. Não para sempre, é claro, mas naquele dia ele fora descartado. Quero dizer, não ligava mais, o que tinha, eu, para fazer?
E foi sem avisos, sem previsões, tudo bem, ele andava estranho, mas era ocasional, não avisou nada no painel, ele mascarou muito bem que a bateria estava no fim.
Daí eu paro e fico refletindo: pensa no mecanismo de um carro. O mecanismo do corpo humano é muito mais perfeito, porém muito mais complexo, também. Se um carro mascarou o problema na bateria, imagina o quão bem um ser humano pode mascarar um problema no coração...
Passei a vida inteira ouvindo sobre corações que se partem, sobre corações partidos. Recentemente ouvi dizer que quando se partem, nem ao menos o fazem em pedaços iguais... Mas o seu, amigo querido, ganhou o prêmio. 
Sei lá que tipo de válvula ou engenhoca você tinha aí no peito, sei lá por que tinha que ser justo no seu peito, sei lá se alguém já havia partido seu coração antes, em pedaços bem mais pequenos, mas acontece que de repente parece que você resolveu partir o meu, partindo definitivamente o seu.
Acontece, amigo, que a sua bateria morreu. E assim como a bateria do meu carro, você não estava indicando nada no seu painel. Foi sem aviso, como se de repente você começasse a dar defeito, defeito esse que já vinha dando há anos, mas você fingiu que não. E se em um dia demorava a pegar, no outro parou de pegar de vez. E morreu!
E quando eu ainda escuto as pessoas falando sobre corações partidos, eu me lembro do seu: O mais partido de todos. O mais doído. Porém o que eu mais gostava dentre tantos, o maior, o que mais tinha a oferecer.
E o pior de tudo é que diferente da bateria do meu carro, que eu já troquei, por um acaso, você é insubstituível.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Hope that you sing along and it goes: Merry Christmas, kiss my ass... (8)

Quem era você há 365 dias?
Eu ainda era eu, essa mesma pessoa que sou no momento. Estava sentada nessa mesma cadeira, olhando para essa mesma tela, navegando nos mesmos sites toscos e esperando pelas mesmas coisas impossíveis.
Há 365 dias eu estava esperando pelo meu milagre de Natal, assim como estou hoje. Eu estava contando os minutos para ser feliz, para sair, me divertir, ver os fogos de artifício coloridos que iriam iluminar mais um Natal, beijar os rostos daqueles que tanto amo e sorrir com alegria, porque meu milagre de Natal teria se concretizado.
A verdade é que nem ao menos sei por que ainda espero.
Posso te dizer com certeza absoluta onde eu estava há 731 dias (até porque 2012 foi ano bissexto), eu estava aqui sentada nessa mesma cadeira, olhando para mesma tela, visitando os mesmos sites e esperando pelas mesmas coisas. Ao fim da noite fui esquecida, deixada debaixo de um lençol com a luz apagada a vigiar o meu sono que não vinha. Esperei alegria, esperei cores, esperei pessoas. Ninguém veio. Ninguém quis me fazer feliz.
E não é verdade o que dizem que as histórias são sempre as mesmas?
Acabei minha noite acompanhada de um silêncio absurdo e um vazio que me deixou muito incomodada. Ninguém parecia perceber que aquele barulho baixinho vinha do meu quarto, ninguém percebeu que eu estava me afogando.
E é por isso que eu odeio o Natal. Ele me lembra de todas aquelas coisas que eu queria fazer e não fiz, ele me lembra de que no fundo todos os finais são iguais e nem sempre eles justificam os meios. Ele me lembra quão solitária uma noite pode ser.
Ele me lembra o quão solitária eu sou e o quanto isso me destrói.
Eu passo 364 dias fingindo não me importar, mas nesse dia em especial eu tenho uma tendência estranha de chorar até dormir.
Mas ainda tem algo sobre o Natal que me deixa aliviada, ele, pelo menos, não me castiga tanto quanto o Ano Novo. Ah, esse sim me deprime.
Porque o Natal, pra mim, é o começo do fim. Mas o Ano Novo é quando acaba tudo.
Só pra começar de novo.
É um martírio.

Feliz Natal!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

How could you be so heartless?

Infelizmente, depois dele, eu tive essa ideia de parar de me importar. De repente eu esfriei por dentro de uma tal maneira que quem me via, mesmo de fora, pensava que eu era uma geleira. Prometi que já não ia mais ligar pra ele, que sua foto no facebook com a nova namorada não mais me incomodaria, que se estivesse online no chat eu não ia puxar conversa.
No começo foi difícil, afinal no começo, às vezes, o gelo queria derreter e eu ficava sem saber o que fazer, não sabia se derretia de vez ou se diminuía mais ainda a temperatura, pra tudo aquilo voltar a congelar de uma vez dentro de mim. Claro que eu escolhi a segunda opção e virei uma pedra congelada. E assim fui vivendo. A lembrança dele já não mais me incomodava e devagar eu fui deixando tudo para trás e me tornando cada vez mais fria, cada vez mais difícil de alcançar.
Quem dera eu pudesse ter sabido.
Gelo não é fogo, mas queima. E queima doído, ainda mais para quem é desavisado. Quem dera eu pudesse ter sabido que não existe isso de "vou ser gelo pela metade, o resto eu conservo derretido", quem dera eu pudesse ter sabido que não existe isso de ignorar só um pouco. Porque água no freezer ou congela tudo ou não congela. E eu congelei inteira.
Por isso eu sou assim, por isso eu pareço não ligar para nada do que você diz. O problema não é você, o problema foi ele e as escolhas que eu tomei graças a ele. Eu realmente não me importo, mas não é porque eu não quero, não sou assim porque eu quero. Não o tempo todo, pelo menos, mas é inevitável.
E não adianta só querer voltar ao normal, não adianta você chegar e dizer "ok, hora de você voltar a se importar", não é bem assim. O frio penetra, o frio se espalha, o frio consegue alcançar até os menores esconderijos dentro da gente e se tem uma coisa que eu aprendi é que se congelar é difícil, mas depois que se dá a solidificação, se derreter é mais difícil ainda.
É trabalhoso, precisa ter certa quentura. Quentura essa que falta nas pessoas e falta em você também. Então se você é morno, não espere conseguir me descongelar a menos que você esteja fervendo. Mas como eu sei que voltar a ser o que era antes não vale a pena, vou continuar aqui, recolhida no meu freezer particular.
Só não fique triste, por favor. Se bem que... Não que eu me importe, de fato. Não muito, pra falar a verdade. Sinto muito. Não, espera... Não sinto nada. Já ouviu falar que gelo anestesia?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

E isso ia machucar alguém.

Eu gostava muito de você, mas hoje eu vejo que não era amor.
Era só uma vontade esquisita de habitar outro mundo e o seu me parecia ser muito interessante; uma espécie de curiosidade em conhecer algo novo, algo que você me mostraria.
Aquilo tudo foi só uma ânsia de ser diferente e viver sem limites, experimentar coisas novas, foi coisa de adolescente querendo ser rebelde. E até certo ponto foi legal, admito.
Eu gostava de brincar de interpretar você, mesmo que o fizesse errado, mesmo que você, a cada dia, estivesse de um jeito. Por um momento eu me divertia, você era engraçado, assim como suas tentativas de me seduzir.
Bons tempos, mas de qualquer jeito que bom que eu mudei, que bom que toda essa ânsia passou, que bom que eu não quero mais brincar de ser rebelde.
Mas é melhor assim, no fim das contas. É mais seguro para nós dois, porque você sabe e eu sei que nenhum de nós jamais cederia. E isso ia acabar machucando alguém.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

I miss everything;

Foi então que eu notei o quanto eu perdi. E convenhamos que ninguém gosta de perder.
Mas não é assim que eu sou, no fim das contas? Sempre em busca de mais, sempre ignorando aquele ditado que diz que "quem muito quer, nada tem".
Eu sempre fiquei correndo atrás de coisas que eu já tinha, sem perceber que a cada passo que eu dava, coisas queridas retrocediam para cada vez mais longe de mim. E isso sempre foi a base dos meus maiores erros.
E parece que eu não aprendo, continuo perdendo coisas sem saber direito o que ando fazendo, sendo ignorante à esse ponto. Teimando em cometer os mesmo erros.
Só espero que um dia esse ciclo vicioso seja interrompido, apesar de saber que o que era meu já foi, já se perdeu.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sobre o brilho salgado que você viu em meus olhos quando perguntou se eu estava bem e, sorrindo, eu menti que sim.

Mas sabe, querido, meu coração anda mal-criado e eu virei um poço consumido em confusão.
Mas de qualquer jeito, ainda bem que você perguntou, porque eu passei a noite inteira pensando no que te dizer e rezando pra ser convincente. E mesmo assim, quando eu disse, você soube que era mentira.
Não sei se te conforta ou te entristece - sabe, esse lance de finalmente saber - , mas a culpa é sua, tem sido sua todos esses meses.
E espero que não te doa, não como dói em mim; toda essa coisa de você ir e eu ter que assistir sua partida.
Mas é você. E tem sido você também. Todo esse tempo!

17/09/2012

domingo, 11 de agosto de 2013

Don't blink;

Aquela cena, aquele som... Tudo aquilo partiu meu coração.
E em meio ao meu abraço apertado, te senti tremer e arfar, quis gritar "não se vá", mas palavras eu já não tinha... Tudo o que tive naquele momento foram lágrimas que eu derramei com a perspectiva do óbvio, o futuro óbvio para qual caminhamos. Porque, no fim das contas, todos os caminhos levam em direção ao fim.
Fim.
E talvez, em toda a sua angústia, tal angústia que eu infelizmente desconheço, tenha faltado alguns beijos e abraços. E somente com essa doida perspectiva de fim é que eu percebo que estive em falta com você.
E em todos esses anos, todo o mal parecia tão distante, minha garganta se aperta em pensar que só estive evitando pensar no que era mais do certo.
Que triste e injusto: Uma vida toda e é esse o fim que levamos.
Jamais pensei que demoraria tanto pra ver que não se repõe o tempo perdido e que depois que se acaba, tudo o que sobra é a saudade. Essa maldita.
Minha garganta está apertada, não consigo tirar aquela imagem frágil da minha cabeça, fiquei com tanto medo de você cair ou se partir em meus braços, caso eu estivesse segurando muito forte. E tudo isso é tão contraditório, porque, de fato, eu nunca quis te abraçar e segurar tão apertado, eu nunca quis não mais soltar como eu quis essa tarde.
E isso dói.
Porque foi justamente o que eu fiz; eu o soltei. E sabe-se lá se terei a oportunidade de segurá-lo novamente. É como se eu já estivesse com saudades, um tipo cruel de saudade antecipada.
Mas nada tenho eu a ser feito, além de lhe passar um pouco de conforto com meus abraços. Só rezo pra que Deus te guarde, porque, por mim, guardado você já está... No coração.
Só nos resta esperar à essa altura. É difícil evitar o inevitável.
De qualquer modo, quaisquer que sejam os resultados, espero te ver em um lugar melhor, pleno.
E que não sofras, pelo menos não mais do que o necessário.

domingo, 7 de julho de 2013

Tonight;

Feliz aniversário, meu amor!
O tempo anda passando tão depressa e parece que foi ontem que eu te vi pela primeira vez. Eu ainda me lembro da roupa que você usava e quando eu olhei para o seu cabelo, eu me lembro que pensei que não poderia existir no mundo nada mais estranho. Mas tudo isso foram detalhes que somados acabaram fazendo com que eu me apaixonasse por você.
É verdade, eu me apaixonei. E como poderia ser diferente? Olha só pra você: A pessoa mais legal que existe no mundo todo. Dono dos olhos mais bonitos e da voz mais encantadora, você é todo lindo. E eu já te disse tudo isso tantas vezes.
Sabe, eu estou com saudades. Queria poder estar aí com você e agora, legalmente, te pagar uma bebida e propor um brinde em seu nome, em nome de todas as vezes que você me fez sorrir e cuidou tão bem de mim. Mesmo quando eu não queria sorrir ou ser cuidada.
E você me mostrou tanta coisa, me deixou fazer parte de tudo isso que você faz parte, me fez acreditar quando eu já não queria mais...
Eu agradeço por cada minuto da sua vida.
E só o que eu posso desejar, além de que eu estivesse agora aí com você, é que o vento seja gentil ao tocar seu rosto hoje e que o sol brilhe sobre você como um holofote. Que a vida te trate bem e que em todos os abraços que ganhar hoje, você sinta um pouquinho do meu.
Tudo de bom, porque você não merece nada menos do que isso. Olhe para as estrelas e pense em mim, porque eu vou estar aqui fazendo o mesmo, pensando em você. Se cuida!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

I have died everyday waiting for you...

Eu acho que virou rotina, uma mania, sabe? Isso de esperar coisas em vão, coisas que beiram a impossibilidade. E essa história de estar dividida entre toda a saudade acumulada, toda a falta que me faz, e perder as esperanças, acreditar que eu, pra ti, qualquer coisa vale mais, está me quebrando ao meio, me partindo em dois. Duas partes que brigam entre si, uma para provar sua inocência, outra para te incriminar.
E tem havido uma gritaria em minha cabeça, as duas partes de mim entrando em um maldito conflito, me impedindo de pensar com clareza em qualquer coisa que não seja sua eterna causa ou em você. To em guerra comigo mesma.
Por quê? Por causa dos seus abraços na segunda, das nossas mãos entrelaçadas na terça, dos seus sorrisos tortos na quarta, dos nossos olhares confusos na quinta e do adeus prolongado que você me deu na sexta; me negando ter seu perfume impregnado em minha camiseta, quando você foi embora sem mim, me obrigando a ver tudo e assistir, enquanto você partia na direção contrária à minha.
E saber que, seu eu tivesse sorte, na próxima semana tudo ia se repetir.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Você me tem fácil demais

“Eu queria que em um dia qualquer, você chegasse de fininho, me abraçasse apertado e dissesse: Senti sua falta.”   - Caio F Abreu


Eu passei a tarde toda ocupada hoje e não pensei em você nenhuma vez sequer.
Não pensei em você quando vi aquela foto daquele casal andando de mãos dadas na orla da praia, muito menos imaginei que era nós dois. Não pensei em você quando li aquele texto do Caio que falava de amor. E pode ter certeza que eu não pensei em você quando ouvi aquela música, aquela... A nossa!
Não pensei em você, eu não senti saudades, eu não te quis ali comigo, não imaginei nem por um segundo eu acolhida no seu abraço e meus lábios nos teus.
Mas meu querido, a quem eu não quero tanto, saiba... Eu menti!
Eu sonhei contigo!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Minha ideia fixa

Faltou um sorriso no fim da sua frase e um motivo no seu gesto. Coisas que, obviamente, eu não vou perguntar e que você, claramente, não vai dizer.
E eu acho que, na verdade, eu nem quero saber, porque uma vez alguém me disse que têm certas coisas que não deveríamos procurar, justamente para não achar.
Mas tudo bem, continua fazendo seu trabalho, ignorando as evidências, como se hoje fosse só mais um dia qualquer, como se ontem significasse nada e amanhã significasse menos ainda.
E eu sei que isso é só o começo, eu também sei que essa é só uma daquelas promessas que eu fiz a mim mesma, mais uma promessa que eu sei que eu vou quebrar.
Mas ok, já disse que está tudo bem, o único problema - pra variar - sou eu. Eu que não sei fingir, eu que tenho dificuldades em pensar antes de agir e em acreditar que cada sorriso, cada olhar, não passou de uma coincidência. Mas relaxa, eu aprendo.
E juro, prometo, eu também supero!
Até lá, te beijo na bochecha pra dizer tchau e te desejo tudo de bom, siga seu caminho e que toda a felicidade do mundo seja capaz de caber em você.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Você sabe que pra ser verdade só basta acreditar, e eu acredito.

Se for mentira, não me diga.
Me deixa acreditar e viver no mundinho cor de rosa que eu construí com tanto afinco ao meu redor.
Se for diferente, não me avise. Se estiver indiferente, nem pense em ser.
Me deixa pensar que pra sempre tudo estará bem e será do jeitinho que necessita ser, do jeitinho que eu necessito que seja.
Mas por favor, não muda, não anula, não molda. Deixa extravasar sem limites, até transbordar e ser algo, ser qualquer coisa que seja. Deixa ser o que tiver que ser!
Não me deixa saber que não é como eu pensei que seria, como eu sempre penso errado que deve ser, como eu sempre acredito e faço parecer. E se foi, deixa ir. Se é “não”, to nem aí. Mas não me conta. Me deixa acreditar que sim.
E se mesmo assim, depois de tudo o que eu implorei, você não souber fingir, por favor, me perdoa. Perdoa por eu não saber ser diferente, perdoa esse jeito de menina que não sabe usar as palavras, perdoa esse olhar que pede mais do que você pode dar, perdoa esse coração que bate de qualquer jeito, mas que acelera quando você está perto. Só perdoa. Perdoa eu.
Mas não muda, é só isso que eu peço. E não julga!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

E então só ri...

Quem sou eu para achar que posso olhar no fundo dos seus olhos?
Eu, logo eu, que tenho a infeliz mania de desviar o olhar.
E quando a maior parte das minhas palavras são lançadas ao vento, jogadas contra você... Quem sou eu que espero ansioso para o que quer que tenha você a responder.
Qualquer frase, palavra, sussurro... Suspiro. Nada diz, nada tem a dizer. Só olha, só ri. Mas quem sou eu para retribuir?

domingo, 15 de julho de 2012

Mil acasos me levam a você!

Eu juro, eu tentei me ater aos detalhes! Eu tentei por tudo me prender aos mínimos detalhes e porcentagens... Mas você me conhece, me conhece melhor do que eu. Então eu acho que você sabia, sempre soube, que no final os detalhes não importariam pra mim!
Você deve ter imaginado que no fim das contas eu os ignoraria, que os detalhes seriam deixados de lado!
E o que eu faço agora? Você que me conhece melhor do que sabe, melhor do que imagina, que eu faço agora? Eu e essa minha antiga e gasta mania de gostar de quem não posso ter...
Sabe quantas vezes antes eu tentei pegar essa maldita e enterrar? Mas no final, acho que em todas as minhas tentativas, ela apenas foi parar escondida debaixo do tapete, esperando o momento certo pra reaparecer e estragar tudo, todas as minhas possibilidades. É, foi uma tentativa falha...
Mas isso você, meu grande conhecedor, não precisa me dizer, porque eu já percebi. Percebi porque seu perfume impregnou minhas narinas de um jeito que não me deixa mais em paz, sua risada tomou conta do meu cérebro, possuiu cada neurônio... Seu jeito, sua voz, o modo como me olha...
Mesmo que você não perceba, querido, estamos condenados. Desde aquele primeiro contato, desde aquele primeiro sussurro, aquela primeira dança despretensiosa... Esses pequenos atos, esses pequenos detalhes mudaram tudo.
E a cada troca de olhares impregnados com palavras não ditas, coisas que eu gostaria muito de poder dizer, mas que não posso, cada vez que você se aproxima pra me dizer alguma besteira, cada vez que rimos juntos, eu sei, eu sinto... Estamos cada vez mais afundando. Afundando um para dentro do outro! E quando já for tarde demais, iremos perceber onde cada brincadeira que parecia inocente nos levou, vamos estar presos juntos.
E sabe, a essa altura do campeonato, agora que eu percebi que não tem volta, eu queria poder te chamar de meu! Mas não se preocupe, meu eterno querido, acho que a culpa é do signo!

domingo, 20 de maio de 2012

We aren't gonna crack!

Shhhi, eu te cuido. Juro!
Se você soubesse o tamanho da minha vontade de te abraçar nesse momento, o quanto cresce a necessidade de ver um sorriso iluminar o rosto que eu já vi feliz tantas vezes antes. Tantas vezes antes quando estávamos juntos.
Você faz falta, é. Muita!
Porque não adianta negar, desde o ano passado as coisas não são mais as mesmas, porque parece que tem um continente nos separando e nos mantendo longe. E você devia estar feliz, eu quase te programei para que tivesse felicidade infinita enquanto eu não pudesse te fazer sorrir. Sério, eu te programaria, se ao menos houvesse como.
E ai, que saudades.
Muitas. De tudo. Foi tanta coisa que nem parece que o tempo foi, deveras, pouco. Foi tanto em um espaço único de tempo, que eu nem consigo me lembrar de tudo. Mas pode acreditar que, no fundo, eu lembro, até porque as fotos nunca me deixariam mentir.
Fomos tão feliz. Sim!
E é engraçado como as coisas parecem infinitas e acabam tão logo quanto começam. Não que o que eu sinto por você tenha acabado, imagina. Mas a gente acabou. Não podemos negar que nada é igual ao que era, nem nossos sorrisos são os mesmos. Você me confessou que nem sorrir, sorri mais. Sinto falta da sua risada, e das vezes que ria comigo, do que eu dizia. Sinto falta até de quando ria de mim.
O tempo passou tão rápido.
Quando eu vi você não estava mais aqui e agora estamos crescendo e nos tornando algo que, provavelmente, não queríamos. E você me diz que não está bem. Aqui, do meu lado do monitor, acabo ficando mal também. Não paro de pensar o que seria de nós se as coisas não tivessem mudado, ou se as coisas não tivessem mudado tanto. É quase impossível controlar a saudade, é quase impossível segurar a vontade de ir até onde você está e te sequestrar, te trazer pra sua vida melhor, que é onde você estava antes de estar aí onde está.
Eu falo tanto sobre você.
Todo mundo que me conhece agora sabe que eu conheço alguém como eu descrevo você, todos sabem o quanto eu te admiro pelo brilho que eu tenho nos olhos quando conto todas as coisas doidas que você costumava fazer, pela maneira que minha voz me delata, todos sabem que eu morro de saudades.
Olha aí a saudade de você.
Me fazendo lembrar o quanto sua ausência me dói, o quanto é triste estar sem você e saber que eu não sei se um dia estaremos juntos de novo. Eu acho que saudade e distância devia ser proibido, ainda mais quando a tal da distância separa pessoas como nós, que nasceram para se encontrar em algum ponto de nossas vidas. Melhor, acho que distância e saudade não deveriam existir, ou pelo menos não deveriam quase ser pensadas como uma coisa só.
Volta pra cá.
Volta pra mim!
Volta pra nós!
E se decidir voltar mesmo, por favor, trás seu colchão, aí a gente joga tudo no chão, fica olhando pro teto rindo de nada e tudo, como sempre foi, e finge que nada mudou, que continuamos iguais!
E não esquece, eu amo você!

sábado, 10 de março de 2012

Não sei o que ando fazendo a mim, nem aonde tenho me metido... Mas tudo o que me designo a fazer agora é pintar quadros. Quadros de paisagens que nem nunca vi.
E quando me olho no espelho, o que é aquilo que me olha de volta? Jamais vira olhos tão secos e zombeteiros. Pela moldura ouço os ecos dos risos, visivelmente caçoando.
Acho que depois de tanto azul que tornei preto e tanto verde que deixei cinza, fiquei louco. Asfixiado pelo cheiro da tinta.

sábado, 3 de março de 2012

Darlin', you're hiding in the closet once again...

Orra, que saudade! Saudades do seu choro e do seu riso, do modo engraçado do seu cabelo e dos apelidinhos ridículos que usávamos quando queríamos demonstrar todo o carinho que sentíamos e era recíproco. Pelo menos eu acho que era. Pelo menos eu acreditei!
Mas sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que isso meio que me sufoca, porque as palavras que eu tenho salvas aqui comigo não podem ser apagadas e, consequentemente, essas mesmas palavras me fazem lembrar. Detalhes, detalhes, recordações.
Quantas saudades tenho agora, presas na minha garganta, me impedindo de formular frases coerentes até mesmo pra escrever. Você soube melhor que todos, todas as vezes e todas as ocasiões em que eu chorava e soube também, melhor do que todos, os infinitos e infindados motivos para as minhas lágrimas, mas hoje em dia eu não choro mais. Eu rio. Pensando na impossibilidade de duas pessoas como nós termos feito tantas diferenças em nossos mundos, pensando nas palavras e detalhes que trocamos, você deixou comigo e eu deixei com você. Pensando que quando você escreveu aquele capítulo despretensioso cheio de pretensão na minha primeira história, na época era só um amontoados de palavras coerentes, mas hoje mostra o quanto da minha alma você costumava conhecer. Você conhecia tudo.
Mas é sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que esse pequeno texto, como muitos outros que eu escrevi antes, é pra você!
Mas não se preocupe, nesse tempo todo eu criei alguns limites e aprendi a cuidar melhor do meu bom senso, então vou me manter calada!
Mas orra, que puta saudade de você e talvez eu nem possa dizer se sinto ou não, talvez - com certeza, na verdade - eu não seja mais merecedora!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu não me lembro de ter assinado algum contrato com termo de vencimento e nem de você falando sobre algo finito, com prazo de fim.

Então o que houve? Aonde foi todo o amor que você jurou?

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