Não sei o que ando fazendo a mim, nem aonde tenho me metido... Mas tudo o que me designo a fazer agora é pintar quadros. Quadros de paisagens que nem nunca vi.
E quando me olho no espelho, o que é aquilo que me olha de volta? Jamais vira olhos tão secos e zombeteiros. Pela moldura ouço os ecos dos risos, visivelmente caçoando.
Acho que depois de tanto azul que tornei preto e tanto verde que deixei cinza, fiquei louco. Asfixiado pelo cheiro da tinta.
sábado, 10 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Darlin', you're hiding in the closet once again...
Orra, que saudade! Saudades do seu choro e do seu riso, do modo engraçado do seu cabelo e dos apelidinhos ridículos que usávamos quando queríamos demonstrar todo o carinho que sentíamos e era recíproco. Pelo menos eu acho que era. Pelo menos eu acreditei!
Mas sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que isso meio que me sufoca, porque as palavras que eu tenho salvas aqui comigo não podem ser apagadas e, consequentemente, essas mesmas palavras me fazem lembrar. Detalhes, detalhes, recordações.
Quantas saudades tenho agora, presas na minha garganta, me impedindo de formular frases coerentes até mesmo pra escrever. Você soube melhor que todos, todas as vezes e todas as ocasiões em que eu chorava e soube também, melhor do que todos, os infinitos e infindados motivos para as minhas lágrimas, mas hoje em dia eu não choro mais. Eu rio. Pensando na impossibilidade de duas pessoas como nós termos feito tantas diferenças em nossos mundos, pensando nas palavras e detalhes que trocamos, você deixou comigo e eu deixei com você. Pensando que quando você escreveu aquele capítulo despretensioso cheio de pretensão na minha primeira história, na época era só um amontoados de palavras coerentes, mas hoje mostra o quanto da minha alma você costumava conhecer. Você conhecia tudo.
Mas é sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que esse pequeno texto, como muitos outros que eu escrevi antes, é pra você!
Mas não se preocupe, nesse tempo todo eu criei alguns limites e aprendi a cuidar melhor do meu bom senso, então vou me manter calada!
Mas orra, que puta saudade de você e talvez eu nem possa dizer se sinto ou não, talvez - com certeza, na verdade - eu não seja mais merecedora!
Mas sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que isso meio que me sufoca, porque as palavras que eu tenho salvas aqui comigo não podem ser apagadas e, consequentemente, essas mesmas palavras me fazem lembrar. Detalhes, detalhes, recordações.
Quantas saudades tenho agora, presas na minha garganta, me impedindo de formular frases coerentes até mesmo pra escrever. Você soube melhor que todos, todas as vezes e todas as ocasiões em que eu chorava e soube também, melhor do que todos, os infinitos e infindados motivos para as minhas lágrimas, mas hoje em dia eu não choro mais. Eu rio. Pensando na impossibilidade de duas pessoas como nós termos feito tantas diferenças em nossos mundos, pensando nas palavras e detalhes que trocamos, você deixou comigo e eu deixei com você. Pensando que quando você escreveu aquele capítulo despretensioso cheio de pretensão na minha primeira história, na época era só um amontoados de palavras coerentes, mas hoje mostra o quanto da minha alma você costumava conhecer. Você conhecia tudo.
Mas é sério, você chegou a saber melhor do que ninguém, e nesse instante eu gostaria que você ainda soubesse que esse pequeno texto, como muitos outros que eu escrevi antes, é pra você!
Mas não se preocupe, nesse tempo todo eu criei alguns limites e aprendi a cuidar melhor do meu bom senso, então vou me manter calada!
Mas orra, que puta saudade de você e talvez eu nem possa dizer se sinto ou não, talvez - com certeza, na verdade - eu não seja mais merecedora!
sábado, 28 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
And a Happy New Year (8)
O que eu deveria dizer?
Essas serão minhas últimas palavras oficiais do ano e eu nem ao menos sinto minha língua coçar pra dizer qualquer merda... Por quê?
Porque é como se nada mudasse, e ao mesmo tempo em que eu sinto terror à mudanças, eu tenho necessidade de mudar!
Tudo bem, então vou pedir algo não tão convencional: Eu quero me desapegar!
Simplesmente me desapegar de todas as coisas ruins que aconteceram, não só esse ano como em toda a vida. Quero me desapegar, principalmente, do ano de 2011, que tem as memórias mais frescas em minha mente!
Por favor, vamos mudar, como o Ano Novo, que começa ao 00h00min do relógio. Eu também quero a chance de poder recomeçar do zero!!
E de uma amnésia também, talvez! Por que não?
Enfim... Nem sei por que vim tagarelar, justo aqui no meu querido blog, mas oks...
Feliz Ano Novo a todos, que todos tenham tudo aquilo de bom que suas mãos consigam carregar! E vamos nos desapegar, porque o que deu errado em 2011 tem 98,9% de chance de dar errado em 2012 também, mas pra que ser pessimista se podemos escolher não repetir o que fizemos em 2011 e fazer tudo diferente?!
Feliz Ano Novo novamente, que todos tenham um excelente ano, cheio de mudanças agradáveis!
Agradáveis, por favor!
Essas serão minhas últimas palavras oficiais do ano e eu nem ao menos sinto minha língua coçar pra dizer qualquer merda... Por quê?
Porque é como se nada mudasse, e ao mesmo tempo em que eu sinto terror à mudanças, eu tenho necessidade de mudar!
Tudo bem, então vou pedir algo não tão convencional: Eu quero me desapegar!
Simplesmente me desapegar de todas as coisas ruins que aconteceram, não só esse ano como em toda a vida. Quero me desapegar, principalmente, do ano de 2011, que tem as memórias mais frescas em minha mente!
Por favor, vamos mudar, como o Ano Novo, que começa ao 00h00min do relógio. Eu também quero a chance de poder recomeçar do zero!!
E de uma amnésia também, talvez! Por que não?
Enfim... Nem sei por que vim tagarelar, justo aqui no meu querido blog, mas oks...
Feliz Ano Novo a todos, que todos tenham tudo aquilo de bom que suas mãos consigam carregar! E vamos nos desapegar, porque o que deu errado em 2011 tem 98,9% de chance de dar errado em 2012 também, mas pra que ser pessimista se podemos escolher não repetir o que fizemos em 2011 e fazer tudo diferente?!
Feliz Ano Novo novamente, que todos tenham um excelente ano, cheio de mudanças agradáveis!
Agradáveis, por favor!
domingo, 20 de novembro de 2011
Do verbo "caber"
A gente sempre cabia. E tudo cabia à gente.
Se encaixava, tinha lugar meio que reservado, era enfileirado, mas era bom!
Acho que foi costume e talvez tenha tido um pouco de ciúme, mas acho que só no começo. Porque depois, de fato, se acostumou. E tudo pareceu bem. Realmente se encaixava.
Mas quando o tempo está bom demais, azul demais, comece a desconfiar... Porque é nessas horas que as tempestades gostam de chegar. E inundam tudo e limpam tudo. E te fazem pensar:
Céus, o que será? É assim que tem que ser?
E chega a linda dúvida, plantada por um raio em sua cabeça... E quem disse que sai fácil? Não sai. Você finge que nada há, mas não consegue deixar de pensar: Será?
E ao pensar não se aguenta... Infla o peito e grita. Grita coisas que nem jamais sussurraria. Mas já era: Se perdeu!
Você perdeu!
E a perda, querendo ou não, sempre é grande. E sempre deixa alguma coisa fora do lugar. E sempre deixa um vazio, mesmo que mínimo, mesmo que você negue.
E isso te faz pensar de novo: Será? Porque, convenhamos, você pode ter se arrependido. Afinal, não cabia há pouco tempo. Já havia se passado alguns anos.
E hoje, vendo aquelas fotos... Aquelas mesmas onde a gente se cabia, onde a gente se encaixava, eu me perguntei: Será?
E também me perguntei se vocês, algum dia, já pararam pra se perguntar...
O que, exatamente, aconteceu? Onde foi que paramos?
Céus...
Se encaixava, tinha lugar meio que reservado, era enfileirado, mas era bom!
Acho que foi costume e talvez tenha tido um pouco de ciúme, mas acho que só no começo. Porque depois, de fato, se acostumou. E tudo pareceu bem. Realmente se encaixava.
Mas quando o tempo está bom demais, azul demais, comece a desconfiar... Porque é nessas horas que as tempestades gostam de chegar. E inundam tudo e limpam tudo. E te fazem pensar:
Céus, o que será? É assim que tem que ser?
E chega a linda dúvida, plantada por um raio em sua cabeça... E quem disse que sai fácil? Não sai. Você finge que nada há, mas não consegue deixar de pensar: Será?
E ao pensar não se aguenta... Infla o peito e grita. Grita coisas que nem jamais sussurraria. Mas já era: Se perdeu!
Você perdeu!
E a perda, querendo ou não, sempre é grande. E sempre deixa alguma coisa fora do lugar. E sempre deixa um vazio, mesmo que mínimo, mesmo que você negue.
E isso te faz pensar de novo: Será? Porque, convenhamos, você pode ter se arrependido. Afinal, não cabia há pouco tempo. Já havia se passado alguns anos.
E hoje, vendo aquelas fotos... Aquelas mesmas onde a gente se cabia, onde a gente se encaixava, eu me perguntei: Será?
E também me perguntei se vocês, algum dia, já pararam pra se perguntar...
O que, exatamente, aconteceu? Onde foi que paramos?
Céus...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Eu sinto sua falta. E o engraçado é que eu nunca te tive.
Ainda me lembro do primeiro beijo na bochecha que você me deu. Ninguém viu. A rua estava vazia, eu estava sozinha; até que você apareceu. Não disse muita coisa, apenas um simples "tchau". Mas o ápice foi o beijo! O leve tocar dos seus lábios na pele da minha bochecha me fez olhar pro horizonte enquanto você partia, com brilho nos olhos.
Eu pensei em você o dia todo depois daquele simples beijo.
E, sei lá, eu me senti importante pra você naquele dia. E está aí o meu maior erro... Porque eu me sentir importante pras pessoas é um mau presságio. Sempre dá errado. Tanto é que no dia seguinte, tudo foi normal: Você sorriu de leve e beijou minha bochecha de novo, dessa vez dizendo "oi", mas foi sem graça. Mas mesmo assim eu senti algo, eu fiquei feliz. E digamos que o primeiro beijo foi tão especial que valerá pro ano inteiro. Tanto é que eu ainda me lembro dele. Tanto é que eu ainda gosto de você!
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